O que você compreende por cultura no ambiente hospitalar?

Nos referimos a atitude de indivíduos e dos grupos a quem pertencem e sendo a melhor cultura como aquela atitude justa, horizontalizada e transparente.

Talvez a pior cultura, seja aquela onde as pessoas pensam que tudo seguirá igual, não importa o que aconteça, nada vai mudar nem melhorar, não importa o que você faça.

Deveríamos classificar ao menos dois tipos de cultura: as centradas em poder e as centradas em valores.

As centradas em poder como hierarquizadas ou verticalizadas, normalmente configuram um ambiente de medo. As pessoas operam com forte incidência de medo da autoridade e suas consequências.

As centradas em valores, por outro lado, são mais horizontais, pois não há uma excessiva gama de autoridade entre um operador e outro. Onde deve existir a justiça atuando para respaldar os indivíduos e as regras que também fazem parte desse sistema de valores.

Por que é disfuncional ter uma cultura de poder dentro de um ambiente hospitalar?

Diversos autores definiram o ambiente hospitalar como um sistema complexo, e o que seria um sistema complexo?

Sistema complexo no ambiente hospitalar

Um ambiente complexo é um entorno, onde existem várias ações ou “drivers” que promovem ações que geram reações. Não existe uma relação direta de causa e efeito entre eles, nem entre suas reações ou consequências.

Às vezes as reações são desproporcionais as mudanças nos drivers. Não é que existe um caos, mas existe outro tipo de ordem não direta, não linear.

Nesse ambiente temos fatores inibidores atuando e preservando o sistema, assim como catalizadores, fatores que promovem a mudança, que podem ser estimulados. Temos drivers que pela ação de outros, são realimentados positivamente e outros que são alimentados negativamente. Não existe a proporcionalidade das consequências.

Não saber exatamente como funciona um sistema complexo, não quer dizer que seja caótico. Somente que a regra de 1 + 1 = 2 não funciona.

O pensamento linear não nos ajudará, uma lógica relacional ou relativa, onde não existe o certo absoluto, nem errado absoluto, nos guiará melhor.

Haverá muitos casos de resultados paradoxais, simplesmente são aqueles cuja lógica ainda não entendemos, não por isso, menos lógicos.

No hospital existe a integração entre ambiente humano, ambiente tecnológico, interesses particulares dos indivíduos, sendo a característica do sistema sócio complexo. Mas isso, não significa que não tenha de realizar também muitas operações com uma sequência determinista de uma operação militar, como nas tarefas de logística, limpeza, produção, administração entre outras.

Para todas aquelas operações onde é necessária a participação de várias pessoas e critérios na hora de tomar decisões, uma cultura baseada em valores se destaca sobre uma cultura apoiada em poder.

Uma cultura horizontalizada não quer dizer totalmente horizontalizada, não é uma democracia, onde se vota um procedimento. É uma cultura onde o auxiliar pode informar a um grande cirurgião que houve um desvio ou erro no procedimento.

Mas seguimos necessitando dos líderes, ainda em situações onde se impera o complexo. É uma boa prática que as soluções sejam buscadas organicamente em pessoas especialistas, com conhecimento e habilidades e não apenas na cadeia de mando e chefia.

Uma boa cultura se nutre de transparência. Para existir uma cultura baseada em valores, todos devem ter acesso à informação, com grande transparência. A transparência é a ética do século XXI. Os sistemas são mais complexos que antes e requerem a participação e colaboração de todos para a redução de erros.

Muito se fala da cultura de culpabilidade, aquela que culpa as pessoas pelos erros ao invés de buscar as falhas que existem dentro do sistema. Com poucas exceções, as falhas são sempre causadas por um sistema com erros ou pouco seguro. A solução deve considerar, ao menos, o mesmo nível de complexidade que o problema.

Os seres humanos erram então, o desenho de qualquer sistema deve manter essa informação em mente, assim poderá prever as consequências para quando acontecer erros naturais.

A tecnologia como aliada para a mudança

Pode levar algum tempo para mudar uma cultura, pois há muitas mentes e processos envolvidos, inclusive com a ajuda das tecnologias é possível a realização dessa mudança. Para isso, é necessário estar disposto a dar o primeiro passo para essa transformação na cultura do hospital.

Rastreabilidade de Medicamentos: desafios e impactos para a cadeia da saúde

A constante prática de falsificação de medicamentos e roubos de carga, fez com que a ANVISA criasse uma legislação específica para controle dos medicamentos em todo território Nacional. De 2007 à 2011 foram coletados dados pela ANVISA que em conjunto com o Departamento de Polícia Federal, concluiu-se que 10% dos medicamentos vendidos no país eram falsos.  Em 2009 foi publicada a lei 11.903 determinando a criação do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), desde a produção até o consumo. O rastreamento de medicamentos será por meio de tecnologia de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados, dos produtos farmacêuticos em todo território nacional.

A lei não atinge as necessidades de segurança da rastreabilidade hospitalar, porém, será um avanço importante na segurança de toda a população que faz o uso de medicamentos em farmácias, drogarias e hospitais.

Todas as embalagens secundárias dos medicamentos, devem possuir o código GS1 DataMatrix, tornando obrigatória informações como, IUM (identificador único de medicamento) que agrupa o GTIN (Número Global de Item Comercial), número de registro na ANVISA, código serial, lote e validade. Esses dados devem estar diretamente relacionados ao registro de produto na ANVISA e CNPJ da empresa detentora do registro do medicamento.

As movimentações de medicamentos ao longo da cadeia de produtos farmacêuticos podem ocorrer de forma agregada, para isso foi criado o código, IET (Identificador de Embalagem de Transporte), quando um ou mais IUM estão acondicionados em uma embalagem de transporte.

A RDC 157/2017, definiu os membros da cadeia de movimentação de medicamentos do SNCM e os papéis que cada um deve desenvolver:

  • Detentor de Registro (Indústria);
  • Distribuidor,
  • Transportador
  • Dispensador (Drogarias, Farmácias e Hospitais).

Os papéis podem variar a depender da instância de evento sendo comunicada.  

Cada membro da cadeia de movimentação de medicamentos é responsável por transmitir ao banco de dados todos os registros a respeito da circulação dos medicamentos sob sua custódia.

Para que o sistema siga corretamente os processos da cadeia horizontal (indústrias, distribuidores, transportadores, drogarias, hospitais) a sincronização e alinhamento dos dados entre os sistemas das empresas, irá assegurar que as informações atualizadas aumente a exatidão dos dados entre as empresas com a ANVISA, em busca da harmonia de processos com implementações bem sucedidas, para que os impactos do sistema de rastreabilidade sejam menores, além de menos erros de movimentação que possam gerar anomalias.

Para isso os softwares dos comunicadores devem estar aptos para montar e desmontar os Identificadores de Embalagens de Transportes (IET), Identificadores Únicos dos Medicamentos (IUM) pois o método de comunicação com a ANVISA será único.

Os softwares das empresas deverão estar hábeis até 01/05/2022, quando iniciará o Sistema de Rastreabilidade no Brasil. A sincronização e alinhamento dos dados entre os sistemas das empresas assegura que as informações atualizadas aumentem a exatidão dos dados entre as empresas, com objetivo de criar e consolidar padrões globais para alcançar a harmonia de processos com implementações bem-sucedidas, garantir a eficiência da cadeia da saúde e a segurança dos pacientes. 

 As áreas de Tecnologia de Informação e de logística devem estar envolvidas nas necessidades de alterações e implantações para o novo sistema.

O grande desafio a ser vencido no projeto de rastreabilidade, para as empresas envolvidas, é a revisão dos processos internos de cada uma e a definição dos equipamentos corretos para ajudar na coleta dos dados e na qualidade dos serviços, diminuindo a taxa de erros e retrabalhos. Com isso a identificação dos erros será melhor e de mais rápida alteração de estruturas quando necessário.

O movimento de rastreabilidade é global e segundo especialistas no assunto o Brasil tem o melhor nível de sistema de rastreabilidade a ser inserido. Ele propõe a rastreabilidade também do meio da cadeia para garantir a segurança, pois rastreando apenas as pontas, um erro pode permitir que o medicamento impróprio seja colocado no mercado e vendido para consumo.

A implantação da Rastreabilidade dos medicamentos com o uso de códigos de barras é mais seguro além de:

  • Agilidade no processo de dispensação, com a baixa de estoque on-line;
  • Histórico do lote do medicamento desde o recebimento ao momento em que é utilizado pelos pacientes;
  • Garantia da dispensação de medicamentos em condição de uso, havendo bloqueio de dispensação de lotes interditados ou vencidos via sistema;
  • Agilidade na localização de produtos interditados para recall.
  • Importante ferramenta para a obtenção de certificações das procedências dos medicamentos.

PROJETO PILOTO

Em abril 2017 a ANVISA e o GAESI/HCFMUSP (Associação de pesquisadores da Escola Politécnica de SP e da Faculdade de Medicina de SP, que trabalham com projetos de inovação e junto com a ANVISA, definiram padrões tecnológicos e regras de negócio que serão usados no SNCM) firmaram convênio para o desenvolvimento de um Projeto-Piloto de rastreabilidade de medicamentos do SNCM.

De acordo com Vidal Augusto Zaparolli, membro do grupo da GAESI, foi detectado no Projeto Piloto e no ambiente de teste, também disponibilizado pela ANVISA, que as equipes de movimentação devem exercer mais seus processos nesses ambientes, para quando o sistema iniciar não ocorram erros que poderiam ser sanados.

O Projeto Piloto possui um ambiente onde podem ser declarados eventos com os medicamentos, que varia de acordo com o cadastro das empresas na ANVISA.

Mas caso algo esteja errado na declaração, ela poderá ser REVOGADA ou SUBSTITUÍDA.

O projeto-piloto acompanhou, durante um ano, a cadeia de produção, distribuição e dispensação de medicamentos em locais pré-determinados. Em seguida foram avaliados os resultados e realizados os ajustes necessários na regulamentação do SNCM. E foram determinados três anos para implantação do sistema que será 01/05/2022.

De acordo com a ANVISA, as empresas da cadeia horizontal, desde já devem realizar mais testes no ambiente disponibilizado por ela e por isso manteve o ambiente aberto mesmo após a fase obrigatória.

Daniela Faria – Farmacêutica – CRF/SP 51.617 Gerente de Segurança do Paciente – Opuspac – SP

Evento Adverso é um erro com dano?

Cuando um Error es un Evento Adverso

Evento Adverso é um erro com dano.

É importante ter uma definição clara dos Eventos Adversos (EA) pois, existem muitas variantes na literatura.

Se não tem dano, não é Evento Adverso. Se o incidente ou evento não chega no paciente, não é EA.

Um erro que não chega a ser realizado e não entra em contato com o paciente é quase-umerro ou “near miss”. Exemplo: uma preparação errada de uma diluição que não chega a ser aplicada no paciente. Este tipo de incidente é também chamado de “close call” em inglês.

De todos os procedimentos médicos, apenas uma fração chega a ser um incidente. As informações oficiais da Organização Mundial da Saúde, diz que é aproximadamente 10%.

Estes incidentes se classificam em:

  • Evitáveis;
  • Não Evitáveis.

Existem procedimentos médicos e medicamentos que tem consequências inevitáveis ou contraindicações. Eles não são Eventos Adversos, pois não são erros.

Os eventos adversos podem ocorrer em qualquer setor do hospital, mas sempre estão relacionados com o paciente e devem causar dano, para ser considerados.

Os EA devem ser denunciados ao sistema responsável por Segurança do Paciente.

A percentagem de EA relatados, varia de país a país, pois depende da cultura do hospital. Aonde existe uma cultura de culpabilidade, se omitem muitas denúncias. Normalmente apenas 10% dos EA reais são relatados.

Existem sistemas para calcular automaticamente o nível dos EA como o Global Trigger Tool da  IHI  (Institute for Health Improvement) que é independente das denúncias e consegue aumentar  até 10 vezes os EA a considerar.

Só 2 a 3 % dos EA são responsabilidade do profissional da saúde, sendo quase totalmente problemas do sistema.

Existem muitos hospitais que se comprometem a não culpar os médicos e os profissionais da saúde para conseguir mais auto-denúncias e melhorar a qualidade.

Seguir o rastro do quase-erro é um procedimento inteligente para estudar como melhorar os processos, sem entrar no assunto da cultura, pois como não houve erro, não tem culpado.

Existem erros de comissão (por fazer) e erros de omissão (por não ter feito). Ambos tipos são incluídos nos estudos de Eventos Adversos.

Embora sendo necessária a intervenção humana para a comissão de um erro, a falha sistêmica é a principal responsável em mais de 95% dos casos.

O estresse, a sobrecarga de trabalho e grandes jornadas, são a principal causa de distrações e descuidos, trabalho em modo automático ou subconsciente que provocam erros.

Somente uma pequena parte dos EA são provocados por negligencia grave, ou seja, por pessoas que realizam sistemáticas violações das regras de procedimentos e que são os únicos que devem ser culpados.

Diz o Dr. James Reason, inventor do modelo do queijo suíço:

“Embora não possamos mudar a condição humana, podemos mudar as condições em que os seres humanos trabalham”.


Você já parou para pensar nos números de automatização do processo de unidose no hospital?

Você já parou para pensar nos números de automatização do processo de unidose no hospital?

É sempre muito útil e importante, conhecer os números gerais do processo de unitarização de doses do hospital.  Levando em consideração essa informação, as máquinas da Opuspac em sua maioria, trabalham com o seguinte rendimento:

RENDIMENTO DE TEMPO = TEMPO TRABALHO / TEMPO TOTAL DE MÁQUINA LIGADA = aproximadamente 25%. Diferente do rendimento de utilização de embalagens: RENDIMENTO DE UTILIZAÇÃO DE EMBALAGENS = EMBALAGENS ÚTEIS / EMBALAGENS GASTOS = aproximadamente 96%.

O rendimento de tempo é baixo, pois em hospitais com 200 leitos, normalmente existe um operador que executa todas as tarefas, através da estratégia denominada de saturação desse operador, onde está ocupado 100% do tempo e a máquina em espera. Suas outras tarefas são: buscar a ordem de unitarização, recolher os medicamentos do estoque, removê-los de suas caixas originais, acrescentar todos os suprimentos necessários, retirar o produto da máquina, colocá-los em sacolas, rotular e levar para guardar no armazém.

Quando falamos da máquina de unitarização da Opuspac OPUS 30X que trabalha com o disco que o operador deve colocar a dose em cada uma das divisões do disco, unitarizando blister cortado ou ampolas, trabalha a 2600 unidades por hora. Esta mesma máquina quando trabalha com um alimentador automático de blister cortado, dispensa que o operador recarregue os blister por unidade, pode receber até 400 blister e trabalhar sem assistência, sua velocidade pode ser de 1200 a 1800 doses por hora.

Então, ao trabalhar com um sistema integrado de cortador de blister e mais uma unitarizadora, a velocidade pode variar de 1100 a 1600 unidades por hora, trabalhando de forma automática.

A Opuspac faz projetos para grandes instalações, não utiliza mais a estratégia de saturação do operador, mas aplica a de saturação da máquina. Nestes casos a máquina não para e o operador espera, assim pode-se alcançar rendimentos de 80% do tempo da máquina, sempre que todo trabalho adicional seja realizado por outro operador.

Quanto a unitarização de medicamentos líquidos orais (xaropes) pode utilizar a máquina MK3 Opuspac, a velocidade normal é de 1200 unidades por hora.

E para etiquetar as ampolas, pode utilizar a máquina Opus Flag que a velocidade desse processo é de 2200 unidades por hora. E ao imprimir textos e códigos de barras em materiais a velocidade é superior a 3000 unidades por hora, dependendo do operador.

A Opuspac realiza projetos de unitarização para os clientes com plantas grandes e pequenas, entregando recomendações pontuais para melhorar o rendimento dos processos.

Já calculou quanto custa para o hospital, enviar os frascos de medicamentos direto para os quartos?

Já calculou quanto custa para o hospital, enviar os frascos de medicamentos direto para os quartos?

Estamos nos referindo aos medicamentos líquidos orais, como xaropes ou fitoterápicos, desde a farmácia central até os pacientes. Essa é uma tarefa repetitiva pouca questionada.

O grande assunto é que essas doses em frascos, nem sempre são consumidas em sua totalidade, e ocorre um desperdício. Quando o paciente é dado de alta médica, o frasco de medicamento fica no quarto ou o paciente acaba levando para a casa.

Quando ocorrer o fracionamento na farmácia, normalmente utiliza-se seringas como embalagens, gerando o desperdício no final do frasco onde a seringa não consegue atingir. E claro, que devemos calcular o custo dessas seringas, assim como o custo da mão de obra e todos os problemas inerentes a esse processo manual.

Vamos estudar um caso:

Um hospital com 230 leitos na cidade de São Paulo:

Envia por mês para seus pacientes, 1.200 frascos de medicamentos líquidos. O custo médio dos frascos é de R$ 50,00, porém existem frascos de antibióticos que custam mais em torno de R$ 80,00.

Vamos calcular com os frascos com custo de R$ 50,00:

1200 frascos x R$ 50,00 = R$ 60.000,00

Então, mediante este gasto o quanto é possível economizar neste hospital?

Não menos que 30% uma economia possível de R$ 18.000,00.

Descontando o custo das embalagens: R$ 1.200,00 x R$ 0,12 = R$ 144,00 por mês.

Economia líquida de R$ 17.856,00

A Opuspac possui uma solução para contribuir para essa economia:

Custo do equipamento MK3 Opuspac = R$ 93.000,00

Retorno do investimento ROI = 5,2 meses

Agora faça os cálculos com os valores de seu hospital.

Já deve ter ocorrido situações de glosa, onde a seguradora de saúde não quis efetuar o pagamento por um frasco e unicamente pagar apenas por uma dose.

Com esta embalagem original (Patente PI 0105649-2NPI061) não necessitará transvazar a outro utensílio para dispensar, apenas disponibilizar a dose ao paciente que a beberá diretamente em sua boca.

Você realmente conhece sua logística hospitalar com todos os números deste fluxo?

Você realmente conhece sua logística hospitalar com todos os números deste fluxo?

As responsabilidades sobre a logística hospitalar são adicionadas as funções claramente clínicas, como a farmácia e outras. Ou seja, com frequência estas funções clínicas estão sob responsabilidade de profissionais clínicos, como enfermeiras e farmacêuticos, que também incorporam as funções de gestores da cadeia de suprimentos.

Porém, esses profissionais não possuem formação e habitualidade para lidar com números de fluxo logístico e números em geral. São poucos profissionais que possuem bem claros esses números, geralmente falam apenas em grande quantidade.

Mas, é necessário conhecer realmente os números, possuir habitualidade de consulta, conhecer os picos da demanda, relacionar esse aumento da demanda com as causas e conhecer a classificação de cada medicamento ou material, dentro desse fluxo logístico hospitalar.

É impossível melhorar o esquema do fluxo logístico sem uma clareza de todo o processo, com as quantidades que circulam em cada setor e sua classificação, ao qual denominamos de Projeto Logístico do Hospital.

Melhorar o projeto através de modificações frequentes é um processo normal, manejando muitos números. A tendência atual é terceirizar os serviços logísticos do hospital, devido ao desconhecimento do melhor projeto de fluxo logístico.

A Opuspac executa essa atividade, através de sua Divisão Opuspac Consulting, pois com um bom projeto e com todas as soluções é possível resolver o assunto do fluxo da logística do hospital com  seu próprio pessoal e com muita economia.

Quais os benefícios de unitarizar os medicamentos antes de armazenar no estoque do hospital?

Quais os benefícios de unitarizar os medicamentos antes de armazenar no estoque do hospital?

Assim que os medicamentos chegam em lotes ao setor de recepção, deveríamos levá-los para a sala de unitarização. Por quê?

Em primeiro lugar, separar os lotes parciais reduz a produtividade dos equipamentos na sala de unitarização.

Depois, separá-los em lotes maiores com 5.000 itens ou mais é possível e demorará apenas algumas horas e não mais algumas semanas.

Você não terá que programar seu trabalho para unitarizar, apenas trabalhará contra fila dos itens que chegaram hoje e no dia anterior. Assim, com todo seu estoque unitarizado, terá uma ampla proteção para qualquer aumento no pico de sua demanda.

Pelo contrário, caso trabalhe para atender as necessidades do seu balcão, transformará sua unitarização num processo apenas para suprir urgências.

A unitarização é um processo delicado que deve ser realizado de forma cuidadosa e com calma, para finalizar tudo corretamente, evitando os riscos de rotular medicamentos errados.

Também é muito importante para se reduzir os desvios do inventário do estoque de entrada, normalmente chamado de estoque 1, disponibilizar os medicamentos para unitarização de doses, assim que chegam no estoque, pois são identificados e suas caixas individuais são descartadas, perdendo seu valor comercial, não podem ser revendidos.

Consequentemente, reduzirão os desvios, revertendo e economizando esse valor importante dentro da cadeia de logística no hospital.

A solução é simples, com apenas um pouco mais de espaço no armazém, seu custo benefício é positivo e rapidamente obterá o retorno investido.

Acontece que esta metodologia é oposta à da cultura anterior. Antes da automatização da unitarização, era necessário fracionar os pedidos e os lotes, pois não havia a capacidade suficiente de produção para fazer um lote completo, pois dispendia o tempo de uma semana ou mais para finalização.

Agora com a tecnologia de automação, é possível criar estratégias com uma capacidade tranquila de suprimento de medicamentos, mesmo com alta na demanda.

Unitarizar antes de estocar é uma boa estratégia da cadeia de suprimentos.

Medir os tempos dentro do hospital ou jogar milhões pelo ralo?

Medir os tempos dentro do hospital ou jogar milhões pelo ralo?

Nós da Opuspac somos industriais. Muitos dos procedimentos nos hospitais são automaticamente comparados com os procedimentos habituais da indústria.

Em 1911 Frederick Winslow Taylor escreveu seu livro “Princípios da Administração Científica” e foi um evento especial para a indústria. Preconizava a divisão de tarefas por especialidades, medição de cada tarefa e suas otimizações. Assim na indústria, faz muito tempo que medimos todas as tarefas a fim de otimizá-las.

A medicina nessa época começava a decolar, mas Alexandre Fleming demoraria até 1928 para descobrir a penicilina, que foi também outro evento marcante.

Um hospital moderno tem tarefas exclusivamente clínicas e outras que podemos considerar similares a outros setores, sejam estes industriais ou administrativos. Reconhecermos estas classificações entre as atividades, talvez seja o primeiro passo de gestão em muitos hospitais, onde essa divisão entre as caraterísticas de cada tarefa ainda não está bem definida.

Como por exemplo, um profissional no hospital que executa uma tarefa e cumpre com o necessário, pode estar durante mais de 30 anos, fazendo o mesmo procedimento, sem que ninguém emita uma alerta que sua atividade está com apenas 30% de rendimento e deveria melhorar.

Com tantas tarefas de logística e de produção, como a unitarização de doses, os hospitais têm começado a absorver profissionais da indústria, focando mais seriamente na produtividade. Igualmente nos EUA a gestão hospitalar é executada por gestores especializados e não por profissionais clínicos da área da saúde.

O médico que se formou com a disciplina que cada paciente é diferente e que cada doença é um caso, possui dificuldade para padronizar operações e segue considerando que cada problema é um caso que deve resolver separadamente.

As bases de uma boa gestão são: padronizar, efetuar uma avaliação comparativa (benchmarking) medir e corrigir. Então, encontrar um profissional medindo os tempos de execução de tarefas e movimentos dentro do hospital deveria ser mais comum.

Hoje mais que nunca, um hospital é um local multiprofissional onde convivem gestores, advogados, engenheiros clínicos, administradores, gerentes de logística, especialistas de recursos humanos, todos colaborando para que a complexa “máquina hospitalar” e o trabalho profissional dos médicos possam ser realizados nas melhores condições.

Administrar medicamentos a mais de um paciente. Quais são os riscos?

Administrar medicamentos a mais de um paciente. Quais são os riscos?

Estamos nos referindo a preparação simultâneas de medicações na enfermaria, para posteriormente levar aos quartos dos diversos pacientes. Esta prática agiliza a preparação. Por exemplo, na preparação de todas as seringas de uma vez e depois levar para os quartos.

Muitas vezes se prepara isto, retirando dos dispensários eletrônicos, depois passa pelo código de barras para retirá-los. Parece que tudo está controlado, mas não.

Pois, se não houver um controle com código de barras, outra vez, na beira do leito, existe uma grande possibilidade de erro misturando as doses e os pacientes.

Muitas vezes o profissional, confia em seu trabalho na separação dos vários medicamentos e por utilizar um dispensário eletrônico e com códigos de barras, pensa em fazer seu trabalho mais rápido que fazendo um paciente por vez.  

Porém, este é um dos casos de utilização do dispensário eletrônico que não garante que o medicamento chegue ao paciente certo. Mas se houver uma dupla checagem, já no leito do paciente, o erro na administração do medicamento pode ser eliminado. Ainda temos poucos hospitais que utilizam essa dupla checagem.

A ISMP (Institute for Safe Medication Practices) em 07 de fevereiro de 2019, atualizou a nova versão do documento das práticas de administração de medicamentos, alertando sobre todos os problemas relacionados com o uso inadequado dos dispensários médicos.

Dispensário eletrônico

Como decidir entre logística hospitalar centralizada ou distribuída? E evitar gastar milhões a mais!

Como decidir entre logística hospitalar centralizada ou distribuída?                                    E evitar gastar milhões a mais!

Atualmente a palavra centralizada parece que está muito valorizada. Temos ouvido falar muito de medicina centrada no paciente, ela induz tratar o paciente como um todo e não em forma fragmentado por doenças. Porém, a distribuição centrada ou centralizada no paciente, não possui relação com a medicina centrada.

A logística centralizada (logística programada) de medicamentos consiste preparar tudo o que o paciente necessita de medicamentos, durante um certo período e dispensar desde a farmácia central.

A logística distribuída (logística não programada) de medicamentos, consiste em carregar desde a farmácia central, os dispensários ou farmácias satélites para dispensar ao paciente.

Quando um gestor necessita tomar a decisão de distribuir medicamentos ou materiais, existem 03 opções de logística:

  • Centralizada;
  • Distribuída;
  • Mista.

A logística centralizada não é coisa nova, existe desde que se iniciou com dose unitária ( unitarização de doses) para o paciente.

Recentemente a cerca de 5 anos no Brasil, começaram os sistemas automatizados de logística centralizada, chamados de robôs. Eles entregam prontos para distribuir, várias embalagens de medicamentos, unidos através de um aro plástico. Eventualmente, em casos de urgências podem transportar num “carrier” dentro de um tubo pneumático, existe no Brasil dois grandes e afamados hospitais que utilizam estes sistemas.

A logística distribuída também tem sua automatização através de dispensários eletrônicos de medicamentos, onde periodicamente são recarregados e dispensadas as doses necessárias para cada paciente.

Salientamos que não existe logística puramente centralizada, pois sempre terá que associá-la a logística distribuída.

E por que? Porque temos a primeira dose e a alteração na prescrição do medicamento, para tudo isso, terá que atender com a logística distribuída e ou também chamada de não programada. Além disso, em prontos socorros, centros cirúrgicos, UTI, hemodinâmicas entre outros, existe a necessidade de uma logística não programada.

Sendo assim, na realidade temos apenas 02 opções : Mista (Centralizada + Distribuída) e a Distribuída pura.

Se pudesse comprar um equipamento robótico para um hospital com 200 leitos, gastaria aproximadamente 7 milhões de reais, porém também deveria comprar a automação para a logística distribuída, seriam mais 4 milhões de reais, totalizando 11 milhões de reais para adquirir um sistema misto automatizado.

Então, caso sua opção seja o sistema de distribuição pura, gastará apenas 4 milhões de reais. Concluímos que o custo quase triplica com a logística mista.

Mas isto, não é o único ponto a ser considerado:

  • O sistema robótico apenas prepara os medicamentos e você deve separar e preparar os materiais.
  • Estes sistemas atendem todo o hospital e sua dependência é muito crítica, pois se o sistema falhar, todo hospital irá parar.
  • O custo de manutenção destes equipamentos correspondem proporcionalmente ao seu custo de compra. Terá um custo alto em pessoal qualificado e ainda dependerá de peças importadas.
  • O custo das embalagens também é muito alto por serem importadas, além da quantidade de plástico utilizado pelas embalagens dos robôs é o triplo de outros sistemas (como as máquinas unitarizadoras Opuspac) e isto tem a importância ecológica.
  • O investimento em logística distribuída pode ser feito progressivamente, passo a passo.
  • As embalagens dos sistema robótico não serve para colocar nos dispensários eletrônicos, pois são muito volumosos e reduzem muito sua capacidade de armazenamento.
  • No envio de pedidos de urgência, através dos tubos desde o robô, existe o problema da fila de espera e a demora correspondente, enquanto num dispensário eletrônico de medicamentos está tudo pronto em poucos segundos.
  • No dispensário eletrônico pode-se combinar Mats e Meds e manter o controle de 100% dos itens com ESTOQUE SEGURO, através do controle um a um, ou seja unitário.  Já o robô controla apenas a dispensação de Meds.

Conclusão: São poucos os hospitais de grande porte, que podem considerar a opção de logística mista.