O Custo da Não Segurança do Paciente

Segurança do Paciente

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Segurança do Paciente é um princípio fundamental de cuidado de saúde. Estudos mostram números expressivos de pacientes que foram gravemente afetados por falta de cuidados de saúde, resultando em lesões permanentes, tempo excessivo de internação e em muitos casos, até mesmo a morte.

Segurança do Paciente

Em países de média e baixa renda, diversos fatores desfavoráveis contribuem para um atendimento inseguro e ineficiente ao paciente, como a falta de assistência médica, falta de estruturas adequadas e a superlotação, falta de quadro técnico qualificado, falta de higiene e de saneamento básico, falta de mercadorias, de equipamentos tecnológicos adequados e a escassez de produtos básicos. Embora os sistemas de saúde podem variar de país para país, muitas ameaças à segurança do paciente têm causas semelhantes e soluções similares.

Estima-se que ocorrem cerca de 421 milhões de internações/ano no mundo e que aproximadamente 42,7 milhões de pacientes são prejudicados por Eventos Adversos (EAs) durante essas internações, provocados por procedimentos inadequados e/ou ineficazes de cuidados de saúde.

Atualmente as notificações envolvem situações que dependem da cultura da Segurança do Paciente dos profissionais de ponta, da capacidade de identificação dos EAs além da notificação dos EAs pelos profissionais. A tecnologia na saúde influenciará além da identificação dos EAs também na qualidade e na segurança das notificações de EAs.

Um grupo suíço publicou pela BMC Health Services Research, no segundo semestre de 2018, um artigo referente a Eventos Adversos em pacientes hospitalizados de 27 países, em 6 continentes.

Esse artigo aplicou o método de revisão de prontuários médicos com base na abordagem “Harvard Medical Practice Study” usando a ferramenta do GLOBAL TRIGGER TOOL, para identificar gatilhos de informações que sugerem EAs nos prontuários em hospitais de cuidado intensivo para pacientes acima de 18 anos.

A variação de EAs foi de 3% até 22% em pacientes internados. E a média é de que 10% de pacientes hospitalizados podem ou estão sofrendo EAs, sendo que 1 em cada 14 desses EAs resulta em fatalidade (7,3%).

Em relação ao perfil dos EAs, o artigo apresentou que a principal origem deles ocorreram durante procedimentos cirúrgicos, 40%, o que significa que 4 em cada 10 dos EAs vieram de um procedimento cirúrgico. De acordo com a OMS, EAs causados por erros médicos são a terceira causa de mortes nos Estados Unidos.

Em segundo lugar estão os EAs causados por erros de medicação, 19% (sendo que outras fontes apresentam um valor de 30%), ficando em terceiro lugar as infecções, com 18%. O estudo apontou também que 51% dos Eventos Adversos foram considerados evitáveis.

De acordo com a OMS, o custo estimado associado aos erros de medicação é de US $ 42 bilhões por ano no mundo. Esses erros ocorrem devido a sistemas falhos de medicação e/ou por fatores humanos, como fadiga, condições ambientais precárias ou falta de pessoal que afetam as práticas de prescrição, transcrição, dispensação e administração de medicamentos. Os erros podem ocorrer em diferentes estágios do processo de uso de medicamentos.

O Terceiro desafio global da Segurança do Paciente pela OMS é medicação sem dano.

Segurança do Paciente

Estudos sobre custos médicos associados à carência em cuidados hospitalares mostram que mais tempo no hospital, infecções adquiridas durante internação, deficiência na assistência médica e custos com processos, custaram entre US $ 6 bilhões e US $ 29 bilhões por ano. Nos Estados Unidos, morrem 200.000 a 400.000 pacientes por ano devido a erros da assistência hospitalar.

Evidências disponíveis pela OMS mostram que 15% das despesas hospitalares na Europa são atribuídas ao tratamento de acidentes de segurança. Deste modo, estima-se que o custo agregado ao dano, tendo em vista a capacidade perdida de produtividade de pacientes e familiares afetados, chega a trilhões de dólares todos os anos. Se comparado a esse valor, o custo de prevenir esses erros é insignificante.

Para evitar a continuidade e a evolução deste cenário, a atenção dos hospitais na Segurança do Paciente deve ser encarada como um investimento e não como um gasto. Nos Estados Unidos, o foco em melhorias de segurança levou a uma economia de US $ 28 bilhões somente em hospitais do Medicare, entre 2010 e 2015.

Dados detalhados e qualificados sobre EAs são na maioria das vezes limitados e/ou insuficientes para a sua correta identificação e podem estar ligados a diversos fatores como a falta de capacidade técnica para a identificação, erros de notificação, falta de equipamentos adequados e a própria cultura disseminada pelo Hospital em relação à Segurança do Paciente.

Deste modo as características dos hospitais como os tipos de pacientes, perfis de complexidades e até mesmo questões do ponto de vista estrutural do hospital devem ser levados em conta.

A medicação é uma das principais causas evitáveis de lesões e danos ao paciente. Os investimentos na prevenção de erros relacionados a medicamentos podem resultar em ganhos significativos na redução de Eventos Adversos, poupando milhares de pessoas, além de baixar expressivamente os custos com erros relacionados aos medicamentos.

Gestores devem medir e analisar os valores e relacioná-los com os resultados encontrados em seus indicadores e relatórios. Sempre na busca de tecnologias e soluções para atingir suas metas e assegurar aos seus processos maior qualidade, que gera mais eficiência e, sobretudo, a Segurança do Paciente.

É possível dizer que ter qualidade deixou de ser um diferencial e se tornou requisito obrigatório.

O gráfico abaixo apresenta que os investimentos em melhorias da qualidade também devem ser gerenciados para que se tenha retorno: equilíbrio na redução de falhas e no custo com a qualidade.

Gráfico da Qualidade

A curva verde (Custo de não ter qualidade) expressa evolução sem qualidade, a medida que os gastos com qualidade reduzem diminui o nível da qualidade.

A curva azul (Custo de desenvolver qualidade) à medida que se investe em melhorias da qualidade aumenta o nível da qualidade e diminuem as falhas, porém deve-se sempre analisar os custos com qualidade, pois eles tendem a aumentar após atingir o nível de equilíbrio.

Na curva vermelha (soma das duas curvas) aparece o ponto de equilíbrio.

Quando se investe pouco em qualidade os custos são altos com falhas e retrabalhos, mas à medida que se investe em qualidade, diminui os custos com erros e aumentam os custos com inspeções. Quando se atinge o ponto de equilíbrio, se continuarem os investimentos na qualidade os gastos serão expressivos para resultados pequenos na redução das falhas aí é necessária atenção para mitigar o investimento em qualidade que gera pouco resultado.

O ponto ótimo é quando os investimentos da qualidade diminuem as falhas, mas os gastos com inspeções não são desnecessários.

Conhecer a realidade da não qualidade do Hospital apresenta onde ele perde pela falta de qualidade. Mas com uma Política da qualidade que têm os seus objetivos bem definidos e implementados faz da qualidade um propósito do dia-dia e estabelece controles onde é necessário o que traz confiabilidade e segurança em seus processos.

Assim sendo ações adequadas de qualidade, como a prevenção de falhas (causas evitáveis: medicação), podem ser drasticamente reduzidas ao se investir na melhoria da qualidade, evitar altos custos com os erros como às falhas internas que podem ser evitadas, além poupar milhares de vidas.

Custos da não qualidade estão associados aos custos do retrabalho, dos desperdícios e da insatisfação dos clientes.

Daniela Faria – Farmacêutica – CRF/SP 51.617 / Gerente de Segurança do Paciente – Opuspac – SP

Ótimos resultados da integração entre tecnologia e sistema de saúde

Ótimos resultados da integração entre tecnologia e sistema de saúde

A Integração entre tecnologia e sistemas de saúde geram tratamento humanizado, eficiente e sustentável.

Atualmente na América Latina, os principais desafios debatidos na área da saúde, referem-se a sua implantação baseada em valores e a iminente necessidade de adesão às inovações tecnológicas, com soluções disruptivas, sobretudo as centradas no paciente e com a máxima excelência na qualidade.

Nesse processo em direção a saúde baseada em valor, a tecnologia digital é um importante aliado, afinal a busca de mais benefícios aos pacientes, ao sistema e ao serviço é uma constante.

A inovação tecnológica possibilita uma assistência com maior segurança, qualidade e transparência aos profissionais de saúde, bem como menor tempo de resposta nos atendimentos.

Um grande desafio do sistema na tecnologia é em relação ao baixo uso de dados e de recursos da Inteligência Artificial. Um gargalo no sistema de saúde no Brasil está relacionado ao uso, ainda limitado, de inovação no tratamento de dados em saúde.

Isso está na hora de mudar para que possamos nos beneficiar das diversas vantagens que ajudaram na reorganização do sistema, como a otimização de recursos e redução dos desperdícios. No Brasil, estima-se que 33% dos gastos em saúde sejam desnecessários.

A implantação de novas tecnologias permite uma expressiva melhoria de qualidade e geram ganhos para o sistema além da redução de custos. ( Leia mais : “ É possível realizar transformações e mudanças no ambiente hospitalar).  O desenho de modelos inovadores de atendimento e prevenção, com o uso de elementos que viabilizam a ruptura dos padrões anteriores de cuidados médicos revolucionaram a medicina.

Na figura 1 elementos que viabilizam novos paradigmas em saúde:

Diagrama paradigmas em sistemas de saúde
  • Big data e Inteligência Artificial (IA):  Aumento exponencial da capacidade de processamento de dados e redução de seu custo, machine learning;
  • Internet of things  (IoT) internet da coisas: Conexão em redes de objetos físicos de diferentes tipos e a leitura e interpretação de seus dados;
  • Prontuário eletrônico: Tecnologia que permite registrar todas as informações relevantes à saúde de um paciente e apresentá-las ao médico de forma a fornecer um quadro significativo;
  • Telemedicina: Conjunto de tecnologias que viabiliza o atendimento e acompanhamento a distância do paciente.

A tecnologia possue um enorme potencial de gerar melhorias em processos internos de serviços, além da identificação de necessidades dos pacientes. Esse desafio é constante, muda e avança conforme a tecnologia também avança. A tecnologia revolucionou a forma de tomar decisões e gerou impactos nas reações sociais e econômicas, na saúde e na ciência por meio da criação de novos meios para coletar, manipular, analisar e exibir dados.

Sistemas de saúde

A busca por maior eficiência do sistema é uma das mais sérias batalhas a serem travadas nos países da América Latina. Em uma avaliação apresentada durante o 5º Fórum Latino Americano de qualidade e segurança na saúde citou a Argentina, Brasil, Colômbia e México, como as quatro maiores economias da América Latina.

Elas fizeram progressos significativos no sentido de fornecer cobertura de saúde para sua população, aumentaram o acesso aos serviços de saúde, reduziram desigualdades e aumentaram o gasto público em saúde. Mas buscam um sistema que a medicina é baseada em valor, que os desfechos e os custos são medidos de acordo com as condições clínicas e os dados são analisados desde do pré atendimento, fase pré diagnóstica e prevenção, toda fase de internação e o pós alta.

Para isso é preciso organização em torno de componentes principais apresentados na figura 02.

Estabelecer o contexto, a política e as instituições para uma atenção médica de valor.

Contexto do acesso aos serviços de saúde

A Colômbia é o único país que tem atualmente um nível moderado no alinhamento com o Value-Based Health Care, o principal é na atenção médica integrada e centrada nos pacientes. Em 2000, após a mudança da ideologia na saúde com foco na atenção primária e a privatização dos serviços de saúde, o acesso dos pacientes à saúde foi expressivo. Em 1990 era de 17%, em 2016 foi para 97%. 

O México também possui um enfoque na atenção médica integrada e centrada nos pacientes, até 2003 a cobertura era de 50% após a reforma que teve o objetivo de expandir a proteção em saúde para alcance da cobertura universal da população mexicana e em 2012 passou para 92%. Lá o Medcall, atende cerca de 90mil pacientes por mês pelo telefone. Eles recebem orientações e consultas médicas e 62% dos problemas são resolvidos pelo telefone. O restante é encaminhado para clínicas para o acesso a especialidades.

Ainda no quesito atenção médica integrada e centrada nos pacientes, a Argentina e o Brasil, possuem uma cobertura teórica de 100% dos cidadãos, pois as constituições garantem o acesso, isso não ocorre e a cobertura não passa de 60%. Com isso as Startups que investem na saúde, conseguem disponibilizar acesso há uma parte da população que não era atingida.

O Brasil é a quinta nação mais populosa e o sétimo mercado de saúde, com 5 milhões de postos de trabalho e quase 9% do PIB nacional. Possui uma grande quantidade de Startups, hospitais, laboratórios, clínicas e empresas dispostas a investir em inovação. Isso faz com que o país seja visto como um centro gerador de novas tecnologias e o maior mercado de saúde digital da América do Sul.

Porém, os desafios são vários, ainda somos um país com profundos contrastes, muitos brasileiros vivem em bairros em áreas nobres e ricas do país onde a idade média de falecimentos ultrapassa os 80 anos. Mas o país é marcado por mortes violentas, especialmente homicídios e enfrenta graves epidemias de Malária, Dengue, Zika, Chikungunya e outras doenças infectocontagiosas.

Sua população também passa por uma profunda transformação na evolução. A previsão é que a população acima de 60 anos triplique até 2030 e que o Brasil tenha nove vezes mais nonagenários e menos da metade de jovens em 2065. Viver mais significa também gastar mais, seja em cuidados com a saúde ou com a previdência social. No Brasil a preparação para cuidar de uma população cada vez mais idosa é urgente.

Com o novo perfil demográfico da população, resultante do envelhecimento, e o aumento da prevalência das doenças crônicas, aumenta a necessidade de alocar os recursos do sistema de maneira mais adequada para atender a essa nova demanda. 

Deve-se desde já estimular a atenção primária, o mais eficaz para doenças crônicas, pois permite o acompanhamento do cuidado, evitando assim internações desnecessárias. No Brasil, 31% das internações, principalmente causadas por complicações de doenças crônicas, poderiam ser evitadas com essa a expansão na saúde primária.

Em alguns lugares do mundo a mesma tecnologia consegue possibilidade de diferentes desfechos. Porém, no Brasil, a tele saúde possui limitações regulatórias que reduzem esse impacto potencial da saúde primária, consultas pelo telefone.

Atualmente, no Brasil o sistema de saúde mais utilizado é o FEE for service (pagamento por serviço), ele estimula a adoção de procedimentos desnecessários. Quanto mais doente estiver o cidadão, mais se ganha. Esse modelo é falido e precisa ser enfrentado. No mundo diversos sistemas estão mudando o foco para o desfecho clínico do paciente e consequentemente a sua segurança e satisfação e não mais para o pagamento.

A política do Triple Aim (tripla meta), está dedicada a promover a qualidade e a segurança em saúde, esse equilíbrio está atrelado na busca constante de melhorar a experiência do paciente com o cuidado, promover a saúde da população, e reduzir os desperdícios. Nesse sistema o paciente é o centro das atenções. Assim é necessária a criação de novos mecanismos para o aumento ao acesso dos pacientes na busca do cuidado a saúde.

A proposta é focada na promoção da saúde, e não na doença, e os cuidados de saúde são organizados em uma rede de prevenção e acompanhamento. E a percepção da qualidade nos atendimentos pelos pacientes, é muito importante. A boa experiência do paciente é um objetivo do Triple Aim.

Para vincular profissionais de saúde com pacientes e oferecer cuidados e acesso ao sistema é necessário definir estratégias. A tecnologia serve como instrumento para entregar os cuidados necessários que os integrantes de que cada grupo precisa.

A garantia da adesão        ao      tratamento deve     combinar      acesso, educação e mecanismos de acompanhamento. Hoje existem soluções digitais que podem ajudar na adesão ao tratamento (Figura 03).

Garantir adesão ao tratamento de saúde

O sistema de saúde é muito rico em dados, então a construção de um banco de dados centralizado pode trazer ganhos relevantes. O compartilhamento de informações intrasetoriais de saúde pode ser utilizado para alavancar resultados no acesso as informações dos pacientes. Mesmo com um expressivo atraso do Brasil no registro eletrônico, a jornada para integração dos dados dos pacientes é fundamental para o entendimento da saúde dos pacientes por regiões por exemplo, e qual a prioridade de cada uma.

Além disso a descentralização da saúde em diversos níveis também é importante. A maioria dos municípios brasileiros, cerca de 69% possui até 20 mil habitantes,        com    baixo  nível de receitas     próprias e um alto  grau de dependência financeira da federação.

A reorganização da rede de saúde no Brasil é importante para oferecer a saúde conforme a necessidade de cada região, e fazer com que os serviços especializados aumentem a resolutividade e gerem economias.

O país vive o peso da saúde, dos custos e da governança.

Mesmo que pareça difícil, novas tecnologias digitais contribuem visivelmente para uma mudança intensa de qualidade, em busca de um sistema de saúde mais acessível, inteligente, humanizado e personalizado, com uma efetiva melhoria na qualidade do atendimento aos pacientes, nos resultados e com menor custo.

Existem modelos de saúde diferentes ao redor do mundo, mas a necessidade de criar um sistema mais sustentável é comum a todos.

Daniela Faria – Farmacêutica – CRF/SP 51.617 / Gerente de Segurança do Paciente – Opuspac – SP

Vamos falar sobre automação hospitalar?

Automação hospitalar

Vamos falar sobre automação hospitalar?

O assunto automação hospitalar ganhou maior destaque atualmente com a questão da Transformação Digital. Onde torna-se possível a otimização das tarefas de saúde a partir da assimilação tecnológica, melhorando os serviços, mantendo a segurança do paciente, além de facilitar o trabalho dos próprios colaboradores.

Transformação Digital

Nesse contexto, a automação contribui para busca de maior eficiência, produtividade, redução de custos, conforto e segurança nas instalações hospitalares, considerando as experiências humanas permeadas pela tecnologia.

Com a automação hospitalar integrada, a presença tecnológica tem tudo para fazer sua instituição ascender ao ranking das melhores. Contudo, investir em novos equipamentos e máquinas necessita uma pesquisa de mercado séria na busca dos melhores fornecedores e prestadores de serviços.

Então como sua instituição tem investido na automação?

Custos hospitalares

Caso ainda não tenha iniciado esse processo de automação hospitalar, segue abaixo alguns pontos importantes a serem considerados:

Investir em sistemas integrados

Imagine uma realidade na qual todas as ferramentas como software, sistemas computacionais estão plenamente conectados. Como por exemplo, um médico conseguiria enviar o pedido de raio-x direto através do computador para a setor de imagem, assim como o sistema da Farmácia Central também poderia monitorar o estoque de medicamentos sem muito segredo.

Cuidar da sua recepção e atendimento de pacientes

Ninguém tem dúvidas de que uma boa recepção é a porta de entrada para o seu negócio. Investir em treinamento da equipe com ferramentas online. Contribuindo para um atendimento mais rápido, integrado e de qualidade.

Investindo em máquinas automáticas de unitarização de medicamentos, que contribuem para a agilidade no fracionamento de medicamentos e mantendo o foco na segurança do paciente na beira do leito. Com sua utilização, é possível reduzir os riscos de erros na separação e ao ministrar os medicamentos aos pacientes, além de um maior controle no Estoque Fechado e na Farmácia Central do hospital.

Máquina unitarização integrada Opuspac
Máquina unitarização integrada Opuspac

Com um planejamento desse processo de unitarização automático, seu estoque e reposição de medicamentos estarão sempre atualizados com a sua demanda real, evitando falta e compra excessiva de medicamentos reduzindo o desperdício e os custos.

Considerando também a agilidade nesse processo, podemos contar com a diminuição da equipe de enfermagem que executaria essa tarefa manualmente, assim poderão se dedicar mais ao paciente.

Investir em automação hospitalar é o futuro hoje!

Já estamos nesse processo de transformação, não podemos mais voltar atrás ou diminuir sua velocidade.

Faça parte dessa transformação hospitalar!

Descubra como reduzir os riscos de erros com danos no hospital!

Segurança do Paciente Opuspac

Descubra como reduzir os riscos de erros com danos no hospital!

contexto que nos move determina tanto nossos resultados quanto nossa vontade e dedicação. Mas sentimos o peso da responsabilidade como se tudo dependesse exclusivamente de nós. É uma característica de nossa cultura individualista e entender o contexto nos ajudará a melhorar à assistência da saúde.

Na Segurança do Paciente o profissional da saúde melhora seu desempenho compreendendo sua relação com o contexto.

O funcionamento de um hospital é um sistema complexo ou sócio complexo, pela alta dependência das habilidades das pessoas para operar os processos.

Sistemas complexos possuem uma relação não linear entre causas e efeitos. Temos vários fatores que atuam sobre um resultado que incide em outros fatores. (leia mais no post “O que você compreende por cultura no ambiente hospitalar). Temos relações realimentadas positivamente ou negativamente.

Os seres humanos tendem a buscar uma relação causal linear e a pensar em forma serial (um problema depois do outro). Normalmente não vemos todo o campo, apenas a parte que nos corresponde, assim aparecem resultados paradoxais (inesperados).

Nesse contexto, com recursos limitados, informação incompleta, pressão sobre a entrega da produção, cansaço e executando várias tarefas ao mesmo tempo (multitarefa) temos que entregar resultados sem erros, nem violações, nos parecendo uma luta desigual.

Grande parte dos estudos de acidentes ou eventos adversos foca no erro humano como causa disparadora de desastres. Poucas vezes vemos o profissional como um herói. Porém, muitas vezes é esse profissional que corrige 100 problemas e erra apenas um.

Não estamos propondo violar as regras, mas entender a causa, o porque de muitas regras serem violadas. Algumas são violadas porque é mais fácil fazer desse jeito, outras vezes porque a norma não está clara.

Errar é parte de nossa condição humana. Alguns erros não podem ser evitados, mas podem ser antecipados e resolvidos na hora. “Nós não podemos mudar a condição humana, mas podemos mudar as condições em que trabalhamos para fazer menos prováveis os erros e de mais fácil recuperação se acontecerem” (James Reason, The Human Contribution, 2008).

Os erros acontecem em três níveis de consciência: automática, mista e consciente. O profissional atua em situações de rotina, situação treinada para resolver problemas ou situações novas.

No quadro abaixo, veja os tipos de erro baseado na habilidade, nas regras e no conhecimento.

1. Erros de habilidade (skill based errors). Estes erros são cometidos quando se atua no nível automático (não consciente) e são normalmente chamados de lapsos ou deslizes.

2. Erros por atender as regras (rule based errors). Falha-se por erro de aplicação da regra ou por violação da mesma.

3. Erros de conhecimento (knowledge based errors). Enfrentam-se situações novas e não se aplica a solução correta, por erro de memória ou falta de conhecimento.

Operar no modo consciente todo o tempo não seria possível, o cérebro utiliza caminhos e atalhos para evitar consumir a energia. 

Nossa atenção não é ilimitada, pois se receber um input no meio de uma tarefa, poderemos perder o automatismo, até de uma coisa que conhecemos bem. Quando a mente procura informação em nossa memória, chamamos esse pacote de informação, com base na similaridade e o uso mais frequente ou recente. Comparamos a informação que recebemos com a informação guardada, seguindo essas regras: similaridade e frequência.

A única forma de diminuir nosso risco é criar uma série de barreiras e várias camadas, que evitem o erro, ou ainda, quando ele acontecer que possamos amenizar as suas consequências.

As barreiras podem ser hábitos pessoais ou procedimentos sistêmicos.

É necessário entender as diferenças entre causas e condições do erro.

As condições estão presentes em casos com resultados ruins e nos outros, onde nada grave aconteceu. A condição para a falha, também chamada de condição patógena ou falha latente, não gera problemas até que a causa apareça. A causa é o disparador de uma falha existente, adormecida dentro da organização ou processo.

Conclusão

Todo mundo erra. É uma característica que é parte de nossa humanidade.

Aceitar essa condição e preparar-se para evitar os erros ou corrigi-los sem danos é o que fazem os campeões da segurança. Isso vale tanto a nível individual como coletivo.

Então lembre-se que existem recomendações e metodologias para reduzir os eventos adversos.

Entender o aspecto psicológico do erro, ou violação, nos leva a mudar de uma conduta punitiva para uma mais investigativa.

É possível realizar transformações e mudanças no ambiente hospitalar!

É possível realizar transformações e mudanças no ambiente hospitalar.

Implantar uma mudança pessoal ou dentro de um grupo ou instituição necessita de um grande esforço. Assim como no pessoal, a força do hábito nos domina e o mesmo acontece com os grupos humanos.

E no ambiente hospitalar?

As melhorias que devemos realizar, sem dúvida, são mudanças. As vezes são pequenas mudanças de aprendizagem técnicas e outras são grandes mudanças de cultura.

Muitas das mudanças falham na hora de realizá-las, pois desconhecemos as dificuldades que realmente existem para mudar.

A estratégia para uma mudança, nos obriga a estudá-la como um evento de grande porte.

  • Teremos ganhadores e perdedores.
  • Existirão amigos e inimigos (ou simplesmente pessoas que se opõem).
  • É melhor preparar os aliados, unir todos os que nos podem ajudar e instruí-los e motivar-lhes para o apoio à mudança.
  • Haverá uma evolução, um processo. Nem tudo acontecerá em um instante, senão numa sequência que deve ser estudada e conduzida.
  • A mudança trará uma nova realidade e novos problemas.
  • Se não conseguir alcançar a mudança desejada, devemos antecipar como ficará a situação e se haverá uma nova situação estável.
  • Será possível e conveniente dividir a mudança em várias etapas?

Levar adiante uma mudança, requer posicionar-se num nível de liderança. O líder deve destacar-se por sua posição, seu histórico, virtudes ou conhecimentos, deve ter uma grande disciplina pessoal e domínio emocional.

Normalmente classificamos as mudanças em: grandes, médias e pequenas.

  • As grandes sofrerão alguma resistência e provavelmente serão impedidas, pois afetarão algumas pessoas gravemente.
  • As pequenas serão dissolvidas, deixadas para atrás quando passar a onda de transformação e não haverá alteração alguma.
  • A realização de várias mudanças médias é uma grande mudança, sendo o caminho mais provável para evoluir superando as resistências.

Devemos enfatizar a necessidade de preparar as pessoas para as mudanças.

Os medos e em especial o medo do desconhecido, criam uma grande força de oposição à mudança. É mais fácil mudar quando se conhece completamente as consequências e quando solicitamos a ajuda para seguir a frente.

Um ambiente hospitalar, por ser um conjunto humano de diferentes pessoas e níveis com um gradiente de autoridade e grande tendência a exercer posições de poder, é especialmente sensível a todos as mudanças.

A primeira mudança ocorre na cabeça das pessoas e depois na realidade. Por isso transmitir uma visão da realidade pós mudança e vender essa ideia, adequadamente, é o caminho para uma mudança perfeita.

Muitas vezes é necessário argumentar que a mudança é necessária e que ela ocorrerá, agora ou mais adiante e que a resistência será superada, com um resultado melhor ou pior que atual.

As pessoas devem prever também, a não mudança. Observar que uma situação pode degradar-se, por falta de condução até a uma mudança positiva, levando a uma situação de deterioração. Ainda que muitas vezes nos oponhamos a uma mudança para manter o “status quo” ou a situação atual, em realidade sempre existe uma mudança e neste caso, por falta de uma força condutora, será pior.

Há mudanças de cima para baixo da escala hierárquica e as de baixo para cima. As duas podem falhar, por falta de apoio. É necessário reconhecer qual posição você tem e complementar com o que falta e angariar seus apoiadores.

Depois da mudança é necessário não confiar que já está tudo certo. Pois, ela retrocede tanto quanto avança, precisamos efetuar correções no processo de mudança, melhorar e amarrar todas as pontas soltas;

Conclusão:

  • Estudar e preparar-se para a mudança;
  • Assumir uma liderança efetiva, com os apoios necessários;
  • Transmitir uma visão;
  • Escolher várias mudanças de tamanho médio a realizar;
  • Melhoramentos pós mudança.

Se quiser fazer uma mudança de valor, faça mudanças medianas que somadas resultarão numa grande mudança.

A importância de compreender a saúde

A importância de compreender a saúde

Atualmente as transformações sociais e as transformações dos sistemas de saúde buscam um modelo mais colaborativo e participativo das pessoas, no qual possuem mais acesso às informações e fazem escolhas a respeito da sua saúde. Essa participação dos cidadãos, como parceiros do sistema e dos profissionais de saúde, nas tomadas de decisão dos processos de saúde é cada vez mais reconhecida.

As mudanças são resultados da promoção do tema Health Literacy (HL) ou literacia em saúde.

O conceito de Literacia em Saúde é definido de diversas formas, desde que surgiu em 1970, mas em 2012 a OMS e o Consórcio Europeu para Literacia em saúde definiram como:

   A Literacia em Saúde está ligada à Literacia e incluem os conhecimentos, motivações e competências para concordar, compreender, avaliar e aplicar informação sobre saúde, de modo a fazer julgamentos e a tomar decisões sobre cuidados de saúde na vida cotidiana, assim como para prevenir a doença, promover a saúde e manter ou melhorar a qualidade de vida durante o ciclo de vida.

Com isso, a Literacia em Saúde influencia a saúde das pessoas, assim como a segurança e a qualidade dos cuidados de Saúde.

Em 2016, a OMS elegeu o assunto como principal fator chave na promoção de saúde e é citado em estudos como o sexto sinal vital da saúde.

Num contexto onde crescem as doenças crônicas e as fontes de informação em saúde, olhar para como as pessoas interagem com as informações e como os profissionais de saúde explicam de forma que facilite o entendimento dos pacientes é fundamental para a eficiência e eficácia de tratamentos.

Entender saúde pode influenciar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida de um paciente. Pode se dizer que o limite da Saúde vai até o limite da compreensão das pessoas.

A habilidade de compreender saúde envolve um conjunto de 4 fatores principais citados na figura abaixo:

Figura 1

Conhecimento cultural e conceitual de saúde

Possuir conhecimentos sobre saúde permite a busca pela vida saudável que terá como conseqüência a prevenção de doenças e o auto-cuidado que é influenciada pela educação, pela família, pelo ambiente de trabalho, pela comunidade, pela comunicação social.

A figura 02 cita importantes membros da sociedade capazes de interferir no conhecimento em saúde das pessoas.

Figura 2

Qualquer situação que a pessoa se envolve com informações em saúde se inclui no contexto de saúde:

  • Ouvir orientações na consulta,
  • Comprar e comparar alimentos,
  • Assistir programas de saúde na TV,
  • Achar informações na internet e julgar se são confiáveis ou não,
  • Escolher um plano de saúde,
  • Escolher, junto a profissionais de saúde, o tratamento a ser seguido em doenças crônicas, etc.

Grande parte deles é permeada por medo ou stress, pois suas decisões impactam na qualidade de vida e os últimos anos, com o grande número de drogas, exames e possibilidades terapêuticas, o cuidado em saúde ficou complexo.

Ninguém é totalmente literato em saúde. Mesmo em casos como de um profissional de saúde, que inicia um tratamento de uma nova doença, ele pode não dominar o assunto e também necessitará de atenção, orientação e informações sobre a doença.

Quanto melhor a relação de uma pessoa com sua própria saúde, melhor suas habilidades de Health Literacy (HL) e menor os sentimentos de medo ou stress.

Saber falar e ouvir sobre saúde

No processo de comunicação os profissionais de saúde são canais entre os estudos científicos e as pessoas que buscam esse conhecimento.

Porém, infelizmente, estudos mostram que profissionais de saúde superestimam o que pacientes entendem de fato do que lhes foi apresentado.

Diante disso, o tema Health Literacy ajuda a construir uma saúde verdadeiramente mais efetiva e humana.

Para que isso ocorra de maneira natural, deve-se deixar de lado a imposição de padrões, até mesmo no aprendizado e entender cada paciente para que a comunicação aconteça de maneira efetiva e agradável com cada pessoa.

Uma das principais barreiras na comunicação está relacionada à dificuldade dos pacientes em falar abertamente com profissionais de saúde. Por isso é fundamental criar um ambiente de confiança.

Saber lidar com as informações para tomarem decisões adequadas sobre sua saúde envolve diretamente à interação entre profissionais, pacientes e instituições de saúde.

A Literacia em Saúde é influenciada por fatores individuais e de quem dissemina informações. Na figura 03 alguns exemplos:

Figura 3

Com isso independente do nível do conjunto de habilidades cognitivas e competências sociais que uma pessoa tenha, ela encontrará barreiras em sua jornada de saúde. Navegar no atual momento pela saúde envolve usar muitas capacidades. As informações estão lá, mas existe a dificuldade em decifrá-las.

A escuta ativa é uma habilidade, é ouvir com atenção, e mostrar que está atento. No cuidado em saúde, é importante para quem fala saber que as suas queixas estão sendo acolhidas e levadas em consideração.

Quando falamos da comunicação verbal os principais problemas relatados são:

  • Explicação inadequada do diagnóstico e do tratamento,
  • O paciente relata se sentir ignorado.
  • O profissional ignora ou não entende a visão do paciente e dos familiares.

Abaixo na figura 04 alguns pontos que auxiliam na comunicação verbal:

Figura 4

Quando se fala em habilidades de HL para profissionais de saúde, existem técnicas validadas para aumentar o entendimento dos pacientes. As duas mais faladas são:

  • Teach-back (técnica pingue-pongue): Avalia o que a pessoa compreendeu do que foi passado sem causar constrangimento, consiste em pedir para a pessoa explicar com suas próprias palavras o que foi ensinado.
  • Ask-me 3 (3 perguntas para mim): Essa técnica encoraja a pessoa a perguntar, e o profissional a responder, são três perguntas básicas:
  • O que eu tenho?
  • O que eu devo fazer? (em relação ao meu problema)
  • Por que é importante para mim fazer isso?

Com isso certamente os pacientes estarão melhores informados e engajados em seus problemas de saúde tornarão possível uma melhor adesão aos tratamentos e uma saúde de qualidade.

Levando-se em conta o que foi observado, os pontos 3 e 4 que fazem parte do conjunto de habilidades para compreender saúde, também estão diretamente ligados à necessidade de construir competências e capacidades de literacia em saúde ao longo da vida em busca de uma vida saudável.

Conseguir filtrar, julgar e apreciar informações de saúde afim de conhecer riscos de se contrair uma doença e maneiras de tratar uma doença, raciocinar sobre exames de diagnósticos, consumo de alimentos e uso de medicamentos certamente auxiliará nas tomadas de decisão de saúde.

De maneira concreta a adesão da adoção de uma dieta alimentar saudável, das ações para prevenção do câncer de pele, de mama ou de próstata, do desenvolvimento de competências de primeiros socorros, de saber procurar na internet ou em outros meios, informações sobre Saúde aproxima as pessoas da promoção de Saúde para melhorar a qualidade de vida.

Daniela Faria – Farmacêutica – CRF/SP 51.617 / Gerente de Segurança do Paciente – Opuspac

É infalível investir em gestão da qualidade nos hospitais!

É infalível investir em gestão da qualidade nos hospitais.

Este dilema me acompanhou durante muito tempo, até que encontrei a resposta correta. Existem investimentos em qualidade com retorno e outros que não tem retorno, como em qualquer investimento na gestão.

De maneira geral, temos que considerar a seguinte curva explicativa:

Temos uma curva que expressa a evolução sem qualidade, que é um custo que diminui quando se consegue aumentar o nível de qualidade (curva verde).

Temos outra curva que expressa a evolução de maior gasto de dinheiro para desenvolver um aumento de qualidade e temos o custo total que é a soma dos dois conceitos.

Como são curvas assintóticas ( que é uma linha em que a distância entre um ponto P sobre a curva e a linha aproxima-se de zero, quando a distância do ponto P à origem aumenta indefinidamente) e a grande maioria dos hospitais estão a esquerda da linha de ponto, ou ponto de equilíbrio, temos a vantagem que o custo da não qualidade baixa mais fortemente que o custo de produzir qualidade. O que dá um diferencial a favor da economia de melhorar a qualidade.

Apenas quando superamos o nível de equilíbrio é que o custo de produzir qualidade tem um diferencial negativo e o custo total aumenta. Mas esses hospitais são organizações de excelência que fazem da qualidade um propósito empresarial e podem faturar mais por isso.

Então, sim! Com ações adequadas de qualidade a grande maioria dos hospitais podem aumentar seus lucros, investindo em qualidade.

Não é por acaso que as instituições mais lucrativas em EUA, fazem do assunto qualidade um objetivo principal no seu dia a dia.

“Qualidade que traz a eficiência” (Victor Basso – Diretor Opuspac)

A solução é automatizar o processo de unitarização de medicamentos!

Existem países onde a maioria dos hospitais não unitarizam os medicamentos, inclusive na Alemanha. Que apenas enviam os medicamentos para as enfermarias e farmácias satélites as caixinhas, para colocar em um armário com chave e posteriormente um profissional os dispensa.

E como seria detalhadamente esse processo?

O profissional abre o dispensário/armário, procura a caixa correta do medicamento entre as outro as 200 variedades, retira da caixa o blister, com uma tesoura corta o blister, depois coloca o blister cortado em um recipiente, retorna com o restante do blister e a bula para a caixa original e guarda novamente no dispensário/armário de onde havia removido.

Quanto tempo levou esse processo? Muito provavelmente entre 1 e 2 minutos, perde-se 1 minuto a mais para cada administração em comparação quando utiliza-se uma máquina unitarizadora automática Opuspac. Com a OPUS 30X é possível reduzir o tempo de trabalho para 1,39 segundos por unidade.

Máquina unitarizadora automática 30X

Então, em um hospital com 200 leitos é realizado por mês aproximadamente 70.000 unitarizações de medicamentos, ou seja, 70.000 minutos a mais e 1.166 horas a mais. Mencionando profissionais, equivalente a mais de 07 profissionais de enfermagem com formação superior, seriam 7 salários de nível superior em contra partida com 1 salário de um operador de máquina unitarizadora.

Além do impacto econômico, existe o problema que o farmacêutico responsável deve controlar todas essas doses espalhadas por todo o hospital e com controle mínimo. Como seria esse controle de onde está casa dose? Provavelmente, o medicamento que falta num armário e que solicita sua reposição para a farmácia, estará no armário de outro andar. Então, qual é o controle? Quanto tempo é gasto para fazer um inventário de rotina em cada armário?

Temos mais um motivo importante para a unitarização dos medicamentos, pois é de responsabilidade do farmacêutico responsável pela farmácia do hospital, diferenciar os medicamentos para evitar erros de similaridade.  É notório que existem muitos medicamentos de aparência similar, são chamados de LASA (Look Alike anda Sound Alike). Diferenciar é uma tarefa importante, sendo realizada através da reembalagem.

Embalagens Sistema Opuspac de Unitarização

O trabalho manual de unitarização de medicamentos já é um grande avanço em relação ao procedimento de envio das embalagens em caixas para cada andar no hospital. Porém, esse processo manual é mais lento de 5 a 7 vezes em comparação com o realizado através da automação desse processo.

É muito conveniente a unitarização de medicamentos com máquinas automáticas.

Sabia que é possível reduzir os custos no hospital através da unitarização dos medicamentos e identificação dos mats e meds?

Sabia que é possível reduzir os custos no hospital através da unitarização dos medicamentos e identificação dos mats e meds?

Existem materiais que são necessários converter em unidades e identificá-los, como por exemplo, os bisturis e outros que já estão unitarizados, sendo apenas necessário acrescentar um código de identificação apropriado.

Caso esse material tenha um código de barras, talvez não seja necessário colocar outro código. Em alguns casos, é necessário incluir um código mais completo, com número de lote, data de vencimento e até um número serial para melhor rastreabilidade.

Por que necessitamos de um código? Porque é conveniente usar este código para carregamento das informações diretamente na conta de cada paciente. Assim, identificar o produto entregue, tem melhor justificativa com a seguradora de saúde.

Enviar o custo destes produtos para “Despesas Gerais” não é a melhor gestão. Uma boa gestão está em identificar o destino de cada produto e acrescentar na conta do paciente, assim os custos terão maior precisão e o faturamento será correto.

Alguns produtos podem ser acondicionados em sacos plásticos e etiquetados com nome e código. Não é a solução mais barata para produtos volumosos, e outra solução seria colar etiquetas nos produtos. Mas, além do custo das etiquetas, deve ser considerado o custo do processo de identificação.

A Opuspac tem uma solução que faz até 4.000 itens por hora, com pouco esforço e sem etiqueta. A Opus Ink imprime diretamente no material médico, o custo da tinta é depreciável, pois a duração do tinteiro é de vários meses, a tinta é a base de álcool o que dispensa certos cuidados especiais com toxicidade e mal cheiro no ambiente. A mudança de ajuste da máquina (tempo de set-up) de um produto para outro é de apenas 2 a 5 segundos.

Opus Ink

As seguradoras de saúde continuam pressionando com questionamentos (glosas) para evitar o pagamento de custos que não estejam devidamente justificados pelos hospitais.

Então, manter os materiais com código serial permite um controle confiável para incluir as despesas na conta de cada paciente e assim justificar adequadamente cada gasto e assim, o hospital poderá recuperar os valores correspondentes às respectivas despesas.

Sistema Opuspac

Um medicamento unitarizado é um medicamento fracionado?

Um medicamento unitarizado é um medicamento fracionado?

Sim!

Unitarizar (unit dose re-packaging en inglês) é o processo de preparar os medicamentos na forma pronta como os blisteres e ampolas, assim serão administrados aos pacientes. Este processo é normalmente realizado na Farmácia do Hospital, no Setor de Armazenagem de Medicamentos ou no Centro de Unitarização. Em vários hospitais esse processo é de responsabilidade e controle da farmácia do hospital.

A unitarização envolve dois processos principais: embalagem, impressão da etiqueta ou embalagem unitária. E pode ser efetuada manualmente ou com máquinas unitarizadoras.

Outras tarefas do processo de unitarização são:

1) Retirar os medicamentos do estoque;

2) Montar uma Ordem de Produção de Unitarização com a informação correspondente: autorização, código de barras, quantidade de medicamentos, validade etc.;

3) Conseguir os materiais para unitarizar;

4)  Cortar os blisteres;

5) Separar os medicamentos de suas embalagens secundarias ou caixas;

6) Imprimir as etiquetas no caso de unitarização manual;

7)  Embalar e etiquetar (unitarizar);

8)  Formar grupos adequados para o manuseio posterior dentro estoque e colocar etiqueta.

9)  Guardar em local correto o local de armazenagem.

Este processo é normalmente realizado imediatamente ao receber os medicamentos no hospital e antes de entrar no Estoque Fechado (estoque 1). Em processos de unitarização com máquinas automáticas, este é o procedimento padrão.

Em casos de unitarização manual nem sempre é possível fazer assim e algumas vezes, os medicamentos são armazenados no  estoque e posteriormente enviados unitarização.

Hoje, existem máquinas que cortam os blisteres automaticamente, que são utilizadas por hospitais de mais de 150 leitos. E também máquinas semiautomáticas de unitarização e dispositivos para realizar todo o processo em forma automatizada, sem a presença constante do operador em todos os cliclos.

Então, por que Unitarizar?  

Principalmente para centralizar o controle dos medicamentos na Farmácia Hospitalar, para diferenciar as embalagens, acrescentar os códigos de barras e manter a segurança do paciente. Essa centralização do controle permite redução de até 57% de Eventos Adversos, segundo dois estudos realizados na Alemanha e EUA.

Assim como a diminuição do tempo ocupado pelas enfermeiras para unitarizar nos diversos andares e a redução do desperdício.

Mas, a unitarização ainda não está generalizada em todos os países, como na Europa que ainda em vários países se despacham os medicamentos para as enfermarias em caixas que são unitarizadas no momento de uso. Já nos EUA unitarizam ou embalam, muitos medicamentos sem blister, recebidas em frascos grandes, para serem armazenadas em armários eletrônicos das enfermarias ou setores.

Unitarizar para diferenciar

As ampolas e os blisteres recebidos diretamente dos laboratórios não contam com a necessária diferenciação para ser utilizados dentro do hospital.

Cada hospital e cada profissional de farmácia tem suas próprias regras sobre como “customizar” a apresentação da embalagem. Em geral, incidentes do passado recente influenciam sobre os critérios para evitar novos incidentes. Isto cria uma grande variedade de critérios de diferenciação em cada hospital que a indústria farmacêutica não pode resolver.

A colocação dos códigos de barras com as identificações do hospital são importantes, e  alguns casos se adiciona um código serial, onde cada embalagem tem um código ou identificação diferente e pode ser rastreado individualmente, desde o início até o final do uso e associado a um determinado paciente, garantindo um maior controle em todo o processo de unitarização.

Medicamentos unitarizados através do Sistema Opuspac


Atualmente o fracionamento de medicamentos ou unitarização, pode ser efetuado através de máquinas unitarizadoras e essa automação hospitalar contribui para a transformação no hospital.

A unitarização favorece a agilidade, rapidez e maior confiabilidade nos processos internos da farmácia hospitalar, prezando pela segurança do paciente.

Sistema Integrado Opus 30i + BC 100% automático ( para cortar blister e unitarizar blísteres, ampolas e frascos pequenos).